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Assinale a alternativa que NÃO indica uma função do ponto e vírgula (;).
A
Separação de orações.
B
Omissão de verbos.
C
Separação de conjunções.
D
Separação e enumeração de elementos.
E
Depois do vocativo.
Considerando que a barra oblíqua [ /] tem várias funções enquanto sinal de pontuação, assinale a alternativa que NÃO apresenta uma dessas funções.
A
Para indicar disjunção e exclusão, podendo ser substituída pela conjunção ou.
B
Para indicar itens que têm algum tipo de relação entre si.
C
Para separar os versos de poesias, quando escritos seguidamente na mesma linha.
D
Na escrita abreviada, para indicar que a palavra não foi escrita na sua totalidade.
E
Quando uma citação está incompleta, havendo partes dela que não foram transcritas.
Texto associado

A CARROÇA

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque, e eu aceitei com prazer.

Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:

– Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

– Estou ouvindo um barulho de carroça.

– Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!

Perguntei a ele:

– Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

– Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar ser o dono da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

– Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!

Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/6-textos-dereflexao

No trecho “[…] ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:”, as vírgulas são
A
obrigatórias, pois destacam uma expressão resumitiva.
B
facultativas, pois estão separando uma característica do sujeito a que se referem.
C
obrigatórias, pois separam um advérbio de tempo que, independentemente da posição, deve estar separado por vírgula.
D
obrigatórias, pois separam um advérbio de tempo intercalado na oração.
E
facultativas, mas seu uso desfaz uma possível má interpretação.
Texto associado

A CARROÇA

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque, e eu aceitei com prazer.

Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:

– Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

– Estou ouvindo um barulho de carroça.

– Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!

Perguntei a ele:

– Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

– Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar ser o dono da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

– Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!

Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/6-textos-dereflexao

Com relação ao uso das letras maiúsculas e minúsculas no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
A
O título poderia ser corretamente reescrito como “A Carroça”
B
O título poderia ser corretamente reescrito como “A carroça”.
C
O título poderia ser corretamente reescrito: “a carroça”.
D
No texto, após o uso dos dois-pontos, é usada letra maiúscula, pois se introduzem falas das personagens.
E
Os comentários do narrador entre a fala do pai, como no trecho “Em – Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!”, estão adequadamente grafados com letra minúscula.
Em relação ao uso da vírgula, assinale a alternativa correta.
A
Indicar pausa em um período frásico que ainda não acabou.
B
Indicar a supressão de uma palavra.
C
Marcar uma pequena suspensão no ritmo de uma frase não concluída.
D
É usada tanto para separar como para juntar conceitos relacionados.
E
Usada, principalmente, para indicar uma citação incompleta.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a pontuação cuja definição é: "sinal de pontuação utilizado para indicar que uma ação ainda não acabou".
A
Ponto de interrogação.
B
Ponto de exclamação.
C
Reticências.
D
Ponto-final.
E
Ponto e vírgula.
Texto associado

Literatura de jornal (o que é a crônica)

Artur da Távola

A crônica é a expressão das contradições da vida e da pessoa do escritor ou jornalista, exposto que fica, com suas vísceras existenciais à mostra no açougue da vida, penduradas à espera do consumo de outros como ele, enrustidos, talvez, na manifestação dos sentimentos, ideias, verdades e pensamentos.

Já escrevi mais de cinco mil crônicas. E a uns estudantes que me pediram uma síntese sobre o gênero, respondi o seguinte:

É o samba da literatura. É ao mesmo tempo a poesia, o ensaio, a crítica, o registro histórico, o factual, o apontamento, a filosofia, o flagrante, o miniconto, o retrato, o testemunho, a opinião, o depoimento, a análise, a interpretação, o humor. Tudo isso ela contém, a polivalente. Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia.

É compacta, rápida, direta, aguda, penetrante, instantânea (dissolve-se com o uso diário), biodegradável, (...) oxalá perfume, saudade e algum brilho de vida no sorriso ou na lágrima do leitor.

A literatura do jornal. O jornalismo da literatura. É a pausa de subjetividade, ao lado da objetividade da informação do restante do jornal. Um instante de reflexão, diante da opinião peremptória do editorial.

É tímida e perseverante. Não se engalana com os grandes edifícios da literatura, mas pode conter alguns de seus melhores momentos. Não se enfeita com os altos sistemas de pensamento, mas pode conter a filosofia do cotidiano e da vida que passa. Não se empavona com a erudição dos tratados, mas pode trazer agudeza de percepção dos bons ensaios.

Para ser boa, não deve ser mastigada. Deve dissolver-se na boca do leitor, deixando um sabor de vivência comum. Deve parecer que já estava escrita há muito tempo na sensibilidade de quem a lê e foi apenas lembrada ou ativada pelo escritor/jornalista que lhe deu forma.

Deve ser rápida como a percepção e demorada como a recordação. Verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora. (...) Suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.

Terna como a amamentação e insegura como toda primeira vez. Religiosa como a portadora do mistério e agnóstica como um livre pensador. A crônica nos obriga à síntese, à capacidade de condensar emoções em parágrafos-barragem. Faz-nos prosseguir, mesmo quando nos sentimos repetitivos. É, pois, a expressão jornalístico-literária da necessidade de não desistir de ser e sentir. A crônica é o samba da literatura.

Disponível em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=044.

Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita totalmente correta do trecho apresentado, com alterações na pontuação.
A
Deve ser: rápida como a percepção e demorada como a recordação, verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora, suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.
B
Deve ser rápida como, a percepção e demorada como, a recordação. Verdadeira como, um poente e esperançosa como, a aurora. Suave como, pele de mulher amada e irritada como, uma criança com fome.
C
Deve ser rápida (como a percepção) e demorada (como a recordação). Verdadeira (como um poente) e esperançosa (como a aurora). Suave (como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome).
D
Deve ser rápida como a percepção e demorada como a recordação. Verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora. Suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.
E
Deve ser rápida como a percepção e demorada como a recordação, verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora, suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.