Adaptada - Instituto AOCP 2024 Soldado Polícia militar
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Em defesa da dúvida

Numa época em que tantos parecem ter tanta certeza sobre tudo, vale a pena pensar no prestígio que a dúvida já teve. Nos
diálogos de Platão, seu amigo Sócrates pulveriza a certeza absoluta de seus contendores abalando-a por meio de sucessivas
perguntas, que os acabam convencendo da fragilidade de suas convicções. Séculos mais tarde, o filósofo Descartes ponderou que o
maior estímulo para se instituir um método de conhecimento é considerar a presença desafiadora da dúvida, como um primeiro passo.
Lendo os jornais e revistas de hoje, assistindo na TV a entrevistas de personalidades, o que não falta são especialistas
infalíveis em todos os assuntos, na política, na ciência, na economia, nas artes. Todos têm receitas imediatas e seguras para a
solução de todos os problemas. A hesitação, a dúvida, o tempo para reflexão são interpretados como incompetência, passividade,
absenteísmo. É como se a velocidade tecnológica, que dá o ritmo aos nossos novos hábitos, também ditasse a urgência de
constituirmos nossas certezas.
A dúvida corresponde ao nosso direito de suspender a verdade ilusória das aparências e buscar a verdade funda daquilo que
não aparece. Julgar um fato pelo que dele diz um jornal, avaliar um problema pelo ângulo estrito dos que nele estão envolvidos é
submeter-se à força de valores já estabelecidos, que deixamos de investigar. A dúvida supõe a necessidade que tem a consciência de
se afastar dos julgamentos já produzidos, permitindo-se, assim, o tempo necessário para o exame mais detido da matéria a ser
analisada. A dúvida pode ser o primeiro passo para o caminho das afirmações que acabam sendo as mais seguras, porque mais
refletidas e devidamente questionadas.

Cássio da Silveira, inédito

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

A
pulveriza a certeza absoluta (1o parágrafo) = aniquila a convicção imperiosa
B
ditasse a urgência (2o parágrafo) = consumasse a precipitação
C
suspender a verdade ilusória (3o parágrafo) = ir ao encontro da ilusão convincente
D
avaliar um problema pelo ângulo estrito (3o parágrafo) = retificar uma questão aprimorando o foco
E
o exame mais detido da matéria (3o parágrafo) = a prova mais recôndita da tese defendida

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Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

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MESMO EXTINTA, CPMF RENDE 1,7 BILHÃO AO GOVERNO

Para especialistas, arrecadação é reflexo do excesso da burocra-
cia. Mais de quatro anos após a extinção da CPMF por decisão do
Congresso, o governo continua engordando seu caixa com o tributo,
cobrado de empresas e pessoas físicas. De janeiro de 2008, quando o
imposto do cheque deixou de existir, até o mês passado, já foi arreca-
dado R$ 1,750 bilhão. Esse valor é suficiente, por exemplo, para o
governo arcar com um ano da desoneração da folha de pagamento de
setores já beneficiados pela medida, como confecções e calçados.
Segundo técnicos da Receita, a arrecadação residual da CPMF ocorre
devido a ações administrativas e judiciais. Para especialistas, isso
mostra o excesso e o tamanho da burocracia no país.

O Globo, 25/03/2012

“Segundo técnicos da Receita, a arrecadação residual da CPMF ocorre devido a ações administrativas e judiciais”; no texto, uma arrecadação residual é a que:

QE2A9454A15. SemânticaCEBRASPE / CESPE

Os termos "febre" (R.24), "antitérmico" (R.27) e "paliativo" (R.27) expressam a analogia do tráfico de pessoas e do trabalho escravo na atualidade com um padrão doentio cuja erradicação passa pela libertação dos trabalhadores, embora não se limite a ela.

Q68EAA15B15. SemânticaCEBRASPE / CESPE

A forma verbal “caldeou-se” (R.7) relaciona-se, no texto, ao sentido de mistura, fusão ou associação.