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O professor de inclusão social
A recente afirmação do ministro da Educação, Fernando Haddad, de que o Brasil _____1 o analfabetismo até
o final desta década reforça a responsabilidade de quem ____2
a transformação na sala de aula, o professor de
língua portuguesa. Em época de eleição, principalmente, quando candidatos e sociedade trocam promessas e
cobranças sobre a educação em nosso país, resta a pergunta: o que ocorre na prática no ensino de nossa língua
mãe?
Por influências de teorias xenófilas, ou de liberalismos linguísticos, ou ainda de aversão ao ensino dos
rudimentos naturais da gramática, uma espécie de comodidade nociva toma conta do ensino da nossa língua
nacional. No fundo, pretende-se "nivelar por baixo" e validar todos os falares. Não pretendemos contrariar essa
atitude democrática bem-intencionada, mas tornar as linguagens dos que não tiveram oportunidade de estudar
como objeto de numerosas aulas e de encartar-se com as estropiadas da língua é consumir valioso tempo em
desserviços.
Uma sociedade capaz de dialogar
Outro fator relevante é despertar no aluno o interesse por aqueles conhecimentos básicos para uma
comunicação eficiente, seja com o discurso escrito seja com o falado. Com tantas regras, decorebas e
irregularidades, qual criança ou jovem vai aprender a gostar da língua portuguesa? Soluções para esta tortura já
existem, com a Neopedagogia da Gramática, criada há 30 anos pelo Ipuc, que simplificou ao máximo o ensino de
todo o arcabouço gramatical. Isso significa alunos mais interessados, pois conseguem dominar o conteúdo e a
compreensão dos porquês de cada regra imposta por inúmeros livros de ensino.
O professor de português deve entender a linguagem simplória dos que não tiveram oportunidade de estudar
– e a entende –, mas, prioritariamente, deve _____3(trazer) para o uso da língua nacional. Isso é fazer inclusão. E,
assim, o professor de língua portuguesa torna-se um agente de inclusão social, não mais um mero repetidor de
conteúdos gramaticais. É preciso _____4(pegar) a mão e incluí-los entre os que falam a língua pátria. Assim se
forma uma sociedade capaz de dialogar em um mesmo nível de comunicação para que, principalmente, todos
compreendam os verdadeiros interesses e propostas de candidatos que falam em educação.
Por Francisco Dequi em 27/4/2010, reproduzido do Zero Hora, 25/4/ 2010
A partir da observação do período “Outro fator relevante é despertar no aluno o interesse por aqueles conhecimentos básicos para uma comunicação eficiente, seja com o discurso escrito seja com o falado.” (l.13-14) podemos afirmar que:
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A pontuação está inteiramente correta em:
Contribuição de um antropólogo
A maior contribuição do antropólogo Claude Lévi-Strauss
(que, ainda jovem, trabalhou no Brasil, e morreu, centenário, em
2009) é de uma simplicidade fundamental, e se expressa na
convicção de que não pode existir uma civilização absoluta
mundial, porque a própria ideia de civilização implica a coexis-
tência de culturas marcadas pela diversidade. O melhor da
civilização é, justamente, essa “coalizão” de culturas, cada uma
delas preservando a sua originalidade. Ninguém deu um golpe
mais contundente no racismo do que Lévi-Strauss e poucos
pensadores nos ensinaram, como ele, a ser mais humildes.
Lévi-Strauss, em suas andanças pelo mundo, foi um
pensador aberto para influências de outras disciplinas, como a
linguística. Foi ele também quem abriu as portas da antropo-
logia para as ciências de ponta, como a cibernética, que era
então como se chamava a informática, conectando-a com novas
disciplinas como a teoria dos sistemas e a teoria da informação.
Isso deu um novo perfil à antropologia, que propiciou uma nova
abertura para as ciências exatas, e reuniu-a com as ciências
humanas.
Em 1952, escreveu o livro Raça e história, a pedido da
Unesco, para combater o racismo. De fato, foi um ataque feroz
ao etnocentrismo, materializado num texto onde se formulavam
de modo claro e inteligível teses que excediam a mera
discussão acadêmica e se apoiavam em fatos. Comenta o
antropólogo brasileiro Viveiros de Castro, do Museu Nacional:
“Ele traz para diante dos olhos ocidentais a questão dos índios
americanos, algo que nunca antes havia sido feito. O
colonialismo não mais podia sair nas ruas como costumava
fazer. Foi um crítico demolidor da arrogância ocidental: os
índios deixaram de ser relíquias do passado, deixaram de ser
alegorias, tornando-se nossos contemporâneos. Isso vale mais
do que qualquer análise.”
Reconhecer a existência do outro, a identidade do outro,
a cultura do outro – eis a perspectiva generosa que Lévi-Strauss
abriu e consolidou, para que nos víssemos a todos como
variações de uma mesma humanidade essencial.
(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa Fapesp, dezembro 2009)
Foi um crítico demolidor da arrogância ocidental: os índios deixaram de ser relíquias do passado.
O sinal de dois-pontos da frase acima pode ser substituído, sem prejuízo para a correção e o sentido, por
É preciso corrigir a redação da seguinte frase:
Assinale a alternativa correta acerca de aspectos linguísticos do texto.
